Eu não sei se eu já contei aqui, mas eu sempre gostei de ler. Mais especificamente quadrinhos. Esse gosto não veio do nada, na verdade, veio por causa de toneladas de HQs, que eu chamava de gibis na época, que ficavam na casa da minha avó, deixados lá por um tio e um primo, que também gostavam de ler. Nessas eu li grandes fases de vários personagens, conheci tantos outros e tomei gosto (muito gosto) por quadrinhos. Foi praticamente o início da minha vida nerd.

Mas não era uma época farta de quadrinhos. Tinha o que a Editora Abril trazia, e vez ou outra dava para encontrar quadrinhos que não eram tão mainstream, mas eram caros pra cacete. Mais raramente ainda eram os encadernados de luxo, que hoje se encontra aos montes por aí, em qualquer grande rede de livrarias.

Anyway, em 1996 a DC lançou o Reino do Amanhã (Kingdom Come, no original) pelas mãos MUITO talentosas de Mark Waid e Alex Ross. O conceito de Graphic novel não estava exatamente bem difundido por aqui, mas acho que foi a primeira Graphic Novel que eu li. A idéia era que eles imaginassem como seria o futuro do Universo DC. Algumas idéias que aliás influenciam o UDC até hoje. E para a alegria de todos a Panini anunciou para esse mês de Outubro a chamada Edição Definitiva!

A trama segue o reverendo Normam Mc Cay, que vive num mundo que está dominado por heróis e super-seres fora de controle. Ele é procurado pelo Espectro, que precisa da sua ajuda para julgar a humanidade. E é através do reverendo que conhecemos o futuro do Universo DC. E o cenário não é dos mais agradáveis para os humanos (o que não é exatamente uma novidade, não é?)

O Superman desistiu da humanidade, se isolou na Fortaleza da Solidão. A aposentadoria do azulão acontece após a morte de Lois Lane e a chegada de Magog, um “herói” que não é muito adepto de regras.

Com o Super fora de ação, os outros heróis foram aos poucos se aposentando e a geração que veio na sequência, diretamente influenciada por Magog, começou a agir de forma pouco ortodoxa, digamos.

Porém, durante um combate entre o Batalhão da Justiça, liderado por Magog e o Parasita, o Capitão Átomo morre e junto com a fissão do Átomo, literalmente falando, o Kansas, onde o Clark Kent foi criado, foi obliterado do mapa. Com isso, a Mulher-Maravilha vai atrás do Superman, tirar ele da aposentadoria. Ele fica responsável então por reunir os heróis do passado, para que a próxima a perecer não seja a Terra.

Reino do Amanhã se passa no futuro, mas é uma ÓTIMA graphic novel, tanto a trama quanto a arte FUDIDA de Alex Ross. Se você não leu, shame on you, e vê se aproveita a nova chance que você vai ter amigo.

Essa Graphic Novel já foi publicada três vezes por aqui. As duas primeiras pela Abril, em 97 e em versão encadernada em 98. A Panini ressucitou o clássico em 2004, também encadernado, que não por acaso, já está esgotada faz algum tempo.

Dessa vez a edição definitiva vem lotada de extras (imagino que mais ou menos como a de Watchmen) com 340 páginas, contra 220 da edição anterior. O preço ainda não foi divulgado pela Panini, mas ela deve estar chegando nas próximas semanas. Eu acho que não vai ser barato, mas se você gosta de quadrinhos, essa Graphic Novel é obrigatória na sua estante, ao lado de Cavaleiro das Trevas e Watchmen, por exemplo.

Então vê se tira o escorpião do bolso, e coloca mais esse puta clássico na sua estante

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Designer, publicitário, nerd desde sempre, guitarrista frustrado e ficando cada dia mais careca. Fã de quadrinhos, tecnologia, pizza, Rock e chegado em jogar videogame quando não tem nada melhor pra fazer. Alguns diriam que eu sou um hipster daqueles, mas não uso óculos (ainda).

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