Isso já foi amplamente dito, mas ainda tem gente que não se deu conta. Entre o Retorno de Jedi e O Despertar da Força, existem 30 anos. Claro que esse período já vem sendo abordado e dará suporte a todas as tramas que nós veremos na nova trilogia, nos cinemas. Mas várias questões que nós já temos, estão sendo respondidas aos poucos em alguns materiais do Universo Expandido. Claro que novos mistérios também tem surgido, mas algumas coisinhas vão aparecendo.

Um dos melhores materiais do Universo Expandido, são a trilogia de livros Marcas da Guerra, de Chuck Wendig. Por enquanto, só o primeiro capítulo, Marcas da Guerra foi lançado em português. Life Debt e Empire’s End permanencem sem data oficial de lançamento. Mas como Empire’s End foi lançado recentemente nos EUA, algumas lacunas foram preenchidas com essa trilogia e muita coisa nova foi adicionada ao cânon oficial.

Após uma boa pesquisada pela internet (por que se está aqui na internet, é verdade), eu vou trazer para vocês algumas novidades que essa trilogia trouxe. Então já sabe né? Daqui pra frente…

SPOILER ALERT

 

O Plano de Palpatine

É difícil entender toda a extensão do plano do Imperador. Uma coisa é fato, Palpatine era um cara ambicioso e não tinha medida quando o assunto era poder ilimitado. Mas além de ambicioso, era egoísta. Ele acreditava que o Império não deveria continuar sem ele e aí você já pode imaginar onde vai dar essa história não é mesmo? E essa é a missão dada ao grande vilão dessa trilogia, Gallius Rax. Destruir o Império.

Então após a vitória rebelde na Batalha de Endor, o próprio Palpatine, mesmo depois de morto, deu início a dissolução do Império e o que mais conseguissem levar pro buraco. O plano também incluía deixar essa galáxia e partir para outra.

Tá certo que os cálculos para esse salto terminaram depois da morte dele, mas foi pra onde se dirigiu o seu Super Star Destroyer. Provavelmente é daí que vem a Primeira Ordem. Uma pequena parte desse plano pode ser vista na minissérie em quadrinhos Império Despedaçado, publicada aqui pela Panini.

 

Jakku é mais legal que você pensava

Só um mar de areia e poeira? pense novamente. Parte do plano do Imperador, o planeta já foi coberto de água e vegetação. Em algum momento virou um desertão, mas ainda esconde um mistério no núcleo do planeta.

Jakku foi um dos vários planetas que o Imperador construiu Observatórios. Uma espécie de santuário, ou base avançada com uma série de artefatos Sith, armas, até mesmo prisões. Todos com versões da nave principal do Imperador e com robôs sentinelas que são programados para agir como o Imperador e tem a sua face projetada neles, o que é muito assustador. O observatório de Jakku foi construído justamente como parte desse plano de dissolver o Império, caso o Imperador se vá.

Planeta natal de Gallius Rax, que foi um órfão adotado por uma das ordens religiosas no planeta, Jakku é peça central tanto na trama do livro, quanto na do Imperador. O livro dará a ideia exata do porquê ainda existem pessoas que trabalham como catadoras de peças 30 anos depois no planeta. Além da participação do Snap Wexley, que aparece em O Despertar da Força e voa junto do Esquadrão Fantasma de Wedge Antilles, durante a batalha, mas acaba caindo no planeta. Snap ainda termina o livro indo para a academia de vôo da Nova República em Hosnian Prime, para ser treinado pelo próprio Wedge Antilles. Hosnian Prime foi destruído pela Primeira Ordem com o disparo da Starkiller.

Onde não há ordem, o crime floresceu

Ó que poético. Acontece que quando as duas maiores forças da galáxia estão focadas em uma acabar com a outra, é um bom momento para sindicatos do crime crescerem. Tão bom que eles não querem que a guerra acabe. Então pensando nisso, os sindicatos Black Sun e Key Raiders se unem para manipular a Nova República a continuar a guerra. Enquanto existir o Império, a Nova República estará ocupada demais para correr atrás de escravistas, contrabandistas, traficantes de armas e toda sorte de criminosos. Quanto mais durar a guerra, melhor pra eles.

Como se não bastasse, ainda é uma chance ótima para botar as mãos em material do Império. Um personagem apresentado em Life Debt retorna em Empire’s End, a pirata Eleodie Maracavanya está consolidando seu poder como fora da lei e aqui ela ataca a frota Imperial estacionada em Jakku, prometendo mandar o boleto para a Nova República, pela ajuda na limpeza. Então por aí você já tira que mesmo com o fim do Império, os problemas estão bem longe de acabar.

Os cultos da Força

Um dos interlúdios do livro foca em um grupo de peregrinos a caminho de Christophsis, um planeta em que os separatistas batalharam contra a República durante as Guerras Clônicas (você pode ver esse arco na série animada, Clone Wars). Christophsis tem uma porrada de cristais Kyber e é um dos planetas onde os sensitivos vão encontrar seus cristais. Muitos desses foram utilizados na Estrela da Morte, mas os Peregrinos da Igreja da Força estão tentando devolvê-los ao seu planeta natal. A Igreja da Força tem acesso aos diários dos Whills, o que estabelece uma relação direta com Rogue One.

Assim como existem cultos à Luz, também existem cultistas do Lado Negro. Todos parecem relacionados aos predecessores dos Cavaleiros de Ren. Um desses grupos já apareceu em Marcas da Guerra, os Acólitos do Além, com sede no planeta Devaron. Eles também acreditam que todos os seres estão conectados pela Força, mas com um ponto de vista um pouco diferente. Utilizar a Força para subjugar e escravizar a todos. Parece familiar? Pois é, os Acólitos acreditam que estão seguindo visões dos Sith que já morreram. Essa célula de Devaron ainda possui um Sabre de Luz sith em mãos, cultuado como um artefato.

Agora vem a mordida: Um dos mestres dos acólitos é Yupe Tashu, conselheiro de Palpatine e depois de Rax. Tashu acredita piamente no poder do Lado Negro e que esse poder reside em máscaras que dão esse poder a quem está usando-as. Ele provavelmente tem um plano próprio, já que ele está bem envolvido com essa célula em Devaron. Essa crença parece exatamente com Kylo e os Cavaleiros de Ren. Explicaria também a obssessão de Kylo Ren com a máscara de Vader.

O Nascimento de Ben Solo

Após a derrota final do Império em Jakku e a fuga de Mas Amedda das garras de Gallius Rax, Amedda entra em contato com a Nova República e apresenta sua rendição, falando em nome do Império, acabando oficialmente com a guerra. No dia da assinatura do tratado, Ben Solo nasce. E esse nascimento é importante o suficiente para espalhar toda sorte de rumores pela galáxia. Se foi um parto fácil ou difícil, se Luke estava ou não presente. O fato é que Leia descreve o bebê antes mesmo de nascer, sendo ele uma presença na Força, mais uma luz do que um humano, mas que essa luz às vezes diminui e é manchada por escuridão.

A Nova República

O novo cânon estabelece por que Leia fundou a Resistência, ao invés de combater a Primeira Ordem com a Nova República. Se manter ágil e fugir da burocracia e dos políticos lentos e inertes. Através desse livro percebemos o quão difícil, burocrático e moroso é para Mon Mothma conseguir atacar o Império, mesmo após descobrir que a frota inteira que sobrou está em Jakku. Se o plano de Rax não fosse terminar a idéia do Imperador de destruir a tudo, eles teriam perdido a oportunidade de atacar, por causa de votações e política. Outro exemplo vem de Life Debt: Após a libertação de Kashyyyk, os envolvidos são homenageados e exilados. Recebem a homenagem porque a missão foi um sucesso e ajuda na imagem e exilados porque a missão não foi autorizada. Com isso, lendas vivas da guerra como Wedge Antilles são colocados na geladeira, em cargos que não tem função. Além de outras facções que tentam tomar o poder além da Nova República, como a União dos Novos Separatistas, Confederação Corporativa dos Sistemas e outras.

A Fundação da Primeira Ordem

Esse livro também explica por que Armitage Hux tem tanta influência em O Despertar da Força. Em Life Debt a gente tem uma pista, mas em Empire’s End fica claro que o pai do General Hux, Brendol Hux, foi o arquiteto do sistema criado para produzir um exército de soldados que seriam sequestrados ainda bebês para formar tropas leais e letais. Brendol não gostava nada do filho, mas a Grã-Almirante Rae Sloane o ordena a treinar Armitage com os mesmos métodos utlizados por ele. Rax o coloca responsável pela primeira geração da tropa criada por seu pai. Tudo isso remete direto à aquele diálogo entre Hux e Kylo Ren na ponte de comando do Destróier em O Despertar da Força.

Mas mais importante que isso tudo é: General Hux, seu pai, as tropas de crianças em treinamento e uma parte do que sobrou do Império, utlizou os cálculos de Palpatine e criou uma rota para as Regiões Desconhecidas e se mandou. Com certeza esse é o começo da Primeira Ordem.

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