2015 foi o ano para os videogames. Só que não. Tudo que a indústria mostrou para a nova geração, tanto PS4 quanto Xbox One foi um monte de vídeos, e trailers de gameplays. Com essa aparente escassez de novos títulos relevantes, tudo que as desenvolvedoras fizeram ano passado, foi confirmar que os jogos conhecidos como Triple A, seriam adiados.

Toda a expectativa com jogos como No Man’s Sky e The Last Guardian foram pelo ralo, com todas essas alterações de data. Eu entendo que mais tempo pra terminar o jogo, polir o visual e evitar um fracasso com um jogo é positivo, mas né, todo mundo embarca no trem do hype e se não tem nada no ponto de chegada, pode ser bem frustrante.

Com sorte e um pouco de pensamento positivo no entanto, 2016 ainda pode ser um ano bom para os gamers. Separamos 10 jogos que lançaram a expectativa lá no alto, atrasaram, mas prometem chegar ainda esse ano. Dá uma olhada aí:

10 – The Legend of Zelda

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Esse foi o game mais antecipado do Wii U. O novo Zelda era o carro-chefe do lançamento do Console em 2014. Mas o plano de transformar Zelda em um jogo de mundo aberto teve algumas idéias que não foram aprovadas e o jogo voltou para a prancheta.

Um lançamento que continua tão cercado de mistério quanto lá atrás, nenhuma informação divulgada, nem uma imagem do Link desde aquele vídeo. Ou seja, é até bizarro pensar que o game ainda está na lista de lançamentos 2016, mas a esperança é a última que morre, não é?

Muita coisa bizarra aconteceu de 2014 pra cá com a Big N e se ela realmente tem trabalhado nesse jogo, ele já deveria estar pronto, ou quase, no mínimo.

Capaz até que a Nintendo anuncie um novo console, com esse jogo e retrocompatível com o Wii U. E claro, que ele atrase. De novo.

9 – XCOM 2

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Esse já até saiu, mas como atrasou pra 2016, tá aqui na lista. Sequência do aclamado game de Estratégia XCOM (e da expansão Enemy Within) chegou no dia 5 de Fevereiro, por enquanto só nos PC’s.

Por que? Bem provavelmente por que a equipe de desenvolvimento não quis fazer uma portabilidade do jogo para a arquitetura dos consoles. Mas eu acho que se vender tanto quanto o antecessor, deve chegar aos consoles. Vamos esperar pelo melhor.

8 – Uncharted 4 – A Thief’s End

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O nome é bem auto-explicativo e a Naughty Dog já frisou um monte de vezes que este é o capítulo final das aventuras de Nathan Drake. Depois desse, acabou menino Uncharted.

O lançamento estava marcado para o fim de 2015, mas lamentavelmente o jogo atrasou. Os diretores criativos Neil Druckman e Bruce Straley vieram a público explicar as causas do atraso, que vão desde controle de qualidade até garantir que a história funcionasse satisfatóriamente como capítulo final para a saga de Nathan Drake. A saída foi empurrar o lançamento para 26 de Abril nos EUA e 27 e 29 do mesmo mês na Europa e Reino Unido.

7 – Rachet & Clank

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Com a chegada dos personagens ao cinema, a gente ganha de brinde um remake/reboot do jogo original. A engine do game foi totalmente reconstruída e aquele tapa no visual, para parecer que estamos jogando um filme também estão nos planos.
Falando em filme a estréia de Rachet e Clank na telona pode ser a razão principal do atraso. Com o lançamento marcado para a primavera de 2016 nos EUA, ainda pode ser que role outro atraso, com a Sony querendo combinar o lançamento do filme e do game, portanto, trate com desconfiança.
Seja como for, o que foi compartilhado sobre o jogo até o momento é bem empolgante.

6 – Gigantic

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Lembra desse? Apareceu como um dos exclusivos pra Xbox One durante a E3 2015. Um FPS com cores vibrantes e bem animado, lembrando um pouco os MOBAs, que aparentemente seria free-to-play e ligaria jogadores de PC e de Xbox One. Alguns meses após o anúncio do jogo, ele já foi empurrado para o próximo ano.

Um projeto desse tipo tem que ser bem analisado (BEM MESMO), por que pode ser perigoso entrar em um terreno dominado por DOTA e League of Legends. Vamos ver se o game vale a espera.

5 – Dead Island 2

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Ainda na categoria “Lembra desse?”, o primeiro Dead Island foi um dos maiores fracassos dos games, por que depois de sair com aquele trailer todo drama e emocional era só mais um jogo de esmagar botões e desligar o cérebro.

O atraso se deu por que os desenvolvedores mudaram o foco para o fantástico Dying Light, deixando os novatos para continuar o desenvolvimento. O trailer dessa vez foi mais leve e mais alinhado com as expectativas, se é que dava para serem mais baixas.

Com tudo isso, acho que esse game só entra na lista pelo atraso, digamos, curioso, por que pelo menos pra mim, essa moda de TUDO ter zumbi, já deu no saco. Preferia se fosse uma moda em que tudo são ninjas ou piratas. Ou ninjas vs. piratas. Isso seria bom.

4 – Homefront: Revolution

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Ou se você preferir, o jogo que faliu a THQ. A sequência de homefront não é nem de perto o jogo mais esperado do ano, mas não quer dizer que não possa surpreender, não é?

Pelo que se sabe do jogo, que tem data marcada para Maio, parece que o jogo tenta se diferenciar na categoria dos shooters, incluindo um mundo mais aberto que permite por exemplo que você fique de tocaia, prepare emboscadas, somado a uma história que parece bacana, de uma invasão Coreana aos EUA.

Partindo do princípio que Call of Duty e Battlefield não vivem seus melhores momentos, talvez seja a hora da categoria ganhar um respiro, com uma franquia nova. Segundo o Lead Designer em entrevista para o Gamespot:

“Esqueça tudo que você se lembra ou sabe sobre o primeiro game. Não é uma continuação da história e nem do gameplay. Existe uma razão pela qual não chamamos de Homefront 2”.

Vamos ver o que acontece quando o jogo for lançado.

3 – The Last Guardian

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Quem esperava realmente que esse aqui viria ainda em 2015 foi garoto. Os rumores sobre o jogo já tem mais ou menos uns 6 anos. Desde 2009, quando Team ICO apresentou o título na E3, o jogo passou por reações de “sairá a qualquer minuto” para “ainda vai sair?” até que em 2015 eles reapresentaram o jogo, mas basicamente com o mesmo trailer que já tinha sido exibido, com uma pequena exceção. O video terminava com um “chegando em 2016”.

Tudo que resta é aguardar a E3 pra ver se dessa vez, o game aparece mais, digamos, jogável. Ou que seja cancelado logo de uma vez e todo mundo segue em frente.

2 – No Man’s Sky

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Esse é aquele jogo que tem uma cara de ame ou odeie. Principalmente porque vai cair naquela história de Hype e expectativa X o que o game realmente vai ser em seu produto final.

O fundador da Hello Games, Sean Murray já afirmou uma penca de vezes que eles não estão criando um Minecraft espacial e é exatamente assim que todos os veículos da mídia especializada estão nomeando o jogo. Ao invés de ser um jogo em que se constrói coisas, o jogo certamente está indo na direção oposta, já que um vasto universo espera para ser explorado, com todo tipo de criaturas e upgrades para a sua nave, como armas e melhorias, mas qual o objetivo afinal?

Apesar de estar bem curioso para experimentar esse jogo, No Man’s Sky parece ser mais um experimento científico do que um jogo propriamente dito.

1 – Tom Clancy’s: The Division

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Finalmente o campeão da nossa listsa. A Ubisoft não está no seu melhor momento na indústria de games atualmente, mas eles tem trabalhado bem duro para consertar a reputação que eles conseguiram no começo do ano passado. O último Assassin’s Creed não foi um fracasso total, eles lançaram o meio desconhecido Gone Home que foi bem na crítica especializada e estão lançando Far Cry: Primal, uma sequência bem diferente da série.

Mas o jogo que nós todos queremos ver é The Division. De um lado temos essa idéia de um novo formato de MMO misturado com Shooter, que permite que você se una aos seus amigos, não importa onde eles estejam, no console ou mobile (pilotando drones em tempo real). Por outro lado parece um jogo muito semelhante ao esquema zoado de microtransações e um gameplay parecido com Destiny, que é quase um loop.

A Ubisoft percebeu que a imprensa estava tendendo a achar que essas microtransações tinham aquela carinha de “pay to win”. Como a repercussão foi bem negativa, eles preferiram partir para um caminho de oferecer mais tempo e conforto aos jogadores, com alguns updates menores. Se você pensar que Destiny começou com a mesma premissa e hoje em dia, se paga para subir de nível, talvez seja legal ficar esperto com esse ponto, quando o game começar a rolar de fato.

De qualquer maneira, eu estou bem curioso para ver no que vai dar. A primeira vez que se falou sobre o jogo foi em 2013, mas se esse formato for capaz de dar um xaqualhão na categoria dos shooters, pode vir que vai ser muito bem recebido, SEULINDO.

E aí? Curtiu? Que outro jogo adiado você gostaria de ver na lista? Deixa aí nos comentários.

 

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