Com toda certeza um dos filmes mais aguardados de 2017 é o novo Guardiões da Galáxia. O que não é para menos, uma vez que o primeiro filme foi um sucesso absoluto de crítica e público por quebrar alguns paradigmas do próprio estúdio e do jeito Marvel de fazer seus filmes.

Pois bem, vamos ao resumo do enredo. Guardiões da Galáxia Vol 2 se passa pouco tempo depois do término de seu predecessor (o que é visível uma vez que Groot ainda é apenas uma criança nos seus primeiros anos). Com um flashback sobre os pais de Peter (cena essencial para o filme), pulamos para os dias atuais. Agora já mais consolidados como grupo, os Guardiões seguem pelo universo como mercenários (e heróis nas horas vagas), sendo que a história tem inicio com uma missão em nome dos Sovereign (raça de engenheiros genéticos que se orgulham da perfeição e superioridade, sendo extremamente vaidosos). Logo após cumprir a missão o grupo liderado por Star Lord encontra um desconhecido que logo se apresenta como Ego, pai de Peter. Em paralelo temos a trajetória de Yondu e o caminho percorrido para encontrar o seu pupilo Peter.

Logo na primeira cena do grupo já vemos tudo aquilo que adoramos no Vol 1: um humor sarcástico, personalidades marcantes, uma trilha sonora escolhida a dedo e um visual impressionante.

Comecemos pela trilha sonora: Se tem uma coisa para qual temos que tirar o chapéu para James Gunn é a sua capacidade de transformar a trilha num personagem do filme. Todas as músicas foram escolhidas com muito esmero, sendo que cada uma se encaixa perfeitamente com a situação que a acompanha, dando o tom e a nostalgia que circunda o filme. Apesar de não superar a Awesome Mix Vol 1, Vol 2 quase se iguala. A trilha é de tal importância no filme que muitas vezes é esta que norteia o roteiro e as escolhas de nossos heróis.

Quanto ao visual temos aqui uma evolução muito bem vinda. Não só os efeitos são espetaculares, como também a escolha de cores e os detalhes criaram um ambiente que mistura psicodélico com nostálgico. E isso reflete exatamente a personalidade de cada um dos habitantes de cada cenário. No planeta da raça Sovereign vemos um ambiente iluminado e dourado, muito dourado, com uma harmonização que busca a perfeição (em algumas cenas é possível confundir onde acaba o personagem e começa alguma outra coisa qualquer). Já no planeta de Ego temos uma visão muito mais psicodélica e nostálgica, sendo nítida a influencia que a Terra dos anos 60’/70′ deixaram no personagem; tudo é muito colorido e mágico (como um mundo meio hippie).

Se no primeiro filme Gunn nos mostrou como se formou o grupo, nesse segundo filme temos uma preocupação maior com a construção das relações e do desenvolvimento dos personagens. Aliás, relações são a base de toda história do longa. A todo momento somos apresentados a diferentes conflitos entre os personagens e como eles os contornam, mostrando como funciona uma família que ainda está se acertando. E isso não se restringe apenas aos principais; os personagens coadjuvantes, como Nebulosa, Yondu e a estreante Mantis e Ego também se encontram neste mesmo barco.

Mas para que tudo isso funcionasse, seria necessário um elenco que trabalhasse muito bem em grupo, com um ótimo timing e química impecável. E James Gunn tem isso em suas mãos.

É impressionante ver como o elenco trabalha bem em equipe (me arrisco a dizer que melhor que os Vingadores). Todos os diálogos e piadas acontecem na hora certa, mostrando a sincronização da equipe; é visível que eles se divertiram muito durante as filmagens. Falando em piadas, a parte cômica do filme é um dos pontos altos. Inúmeras piadas e brincadeiras são proferidas, porém todas elas se encaixam muito bem e possuem sua importância (tem vezes que uma frase do começo do filme mostra apenas nos minutos finais o porque de ter sido dita).

Para os fãs mais conservadores do Universo Marvel, apenas uma coisa: vá ver o filme sem medo. Diversos easter eggs podem ser encontrados que com toda certeza vão agradar, como Stakar (ou Starhawk). Quanto ao Ego não se preocupe, pois Gunn fez um pequeno milagre para tudo ter sua lógica. Falando nas referências, ressalto que é de fundamental importância assistir as 5 (isso mesmo, 5!) cenas pós crédito.

Com efeitos, trilha, elenco, enredo, um diretor confiante e com liberdade total, Guardiões da Galáxia Vol 2 faz jus a toda expectativa que havia sobre o filme, mostrando que é possível manter o alto nível da franquia. Apesar de não superar o Vol 1 (o primeiro filme veio com o ar de surpresa e inovação, algo que o segundo longa já na contava), Vol 2 é com toda certeza um dos melhores filmes do Universo Marvel. Que venha o Vol 3!

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