Eu não acredito em astrologia, tarot, búzios e nada dessas coisas que tem sempre uma plaquinha pendurada no poste aqui em São Paulo, então eu coloquei futurologia no título, mas eu não tenho a menor intenção de acertar, mesmo porquê se eu fosse bom de previsão, ganharia na Mega Sena e a base do ProcrastiNATION seria em Manhattan. Mas não estamos aqui pra isso. Hoje eu vou falar sobre ideias que eu tive sobre o agente secreto ~mais famoso~ do mundo, James Bond.

Eu sempre fui muito fã do James Bond, que já teve fases boas e já passou até por um hiato, na fase entre os atores Timothy Dalton e Pierce Brosnan. De qualquer maneira, o personagem sempre deu um jeito de se encaixar na época em que o mundo se encontra, com mais ou menos sucesso. Afinal, como já foi dito até mesmo dentro dos filmes, 007 é um produto de outra época.

Bom, nos tempos atuais, eu diria que é uma época um pouco difícil para ele. Depois da saída de Pierce Brosnan, que começou no excelente Goldeneye e acabou no fraco Um novo dia para morrer, era consenso que o personagem precisava de uma revitalização. Veio então Casino Royale, adaptação da primeira aventura do agente, com direção de Martin Campbell e Daniel Craig como 007, que eu, confesso que não gostei no começo, mas agora já acostumei. O filme é muito bom e com certeza subiu o sarrafo para tudo que diz respeito a James Bond dali pra frente. Casino Royale foi seguido pelo fraquíssimo Quantum of Solace, mas parece que o caminho foi novamente corrigido e veio o brilhante Skyfall, que misturou velhas referências e muitos elementos novos, que veio pra consolidar esse reboot da franquia e parecia que o agente voltaria a uma era de glórias, mas Spectre não conseguiu manter o fôlego. Não é ruim, mas também não é inesquecível.

O fato é que a franquia vive meio que uma crise de identidade, com um personagem que não necessariamente se encaixa no mundo de hoje, seja pela sua personalidade, seja por tudo que o personagem carrega há 60 e poucos anos. Ninguém sabe se Daniel Craig fica ou não e tudo isso torna o futuro incerto. Isso certamente traz oportunidades para explorar outros pontos desse universo de James Bond.

Não me entendam mal, eu adoro James Bond e não vou militar por uma Bond mulher, mas talvez seja hora de mudar um pouco o foco. Sou contra alterar a essência de personagens, mas a essência do que é ser Bond, no momento em que o mundo vive, pode ser um pouco negativo para algumas parcelas do público. Para não descaracterizar ou estragar o personagem, acho que talvez fosse a hora de aproveitar os filmes do Bond para dar ganchos para Spin-offs e assim manter o personagem intacto, mas abrir caminho para outros personagens e situações. Mas quais?

Uma versão mais jovem? Para um público mais novo?

youngbond

Ultimamente o cinema tem visto esse fenômeno do “young adult” disparar. Começa no Harry Potter, passando por franquias como Jogos Vorazes e Mazer Runner.

Será que não seria uma abordagem interessante para 007? Isso não é exatamente novidade, já que existe uma série de livros sobre um jovem Bond, que tem até um relativo sucesso. Os livros se focam em um Bond adolescente que ainda é aluno do Eton College nos anos 30. Só por aí já fica interessante não? Assim ele não precisa de iPhone, nem redes sociais, ó que maneiro.

Esse jovem Bond focaria muito mais no desenvolvimento da personalidade dele, mostrando o que aconteceu com a sua vida e como ele lidou com a morte dos pais, desenvolvendo esse “dom” da espionagem. Além do mais os livros estão aí, já tem material como ponto de partida. Com a série presa nesse limbo entre o super sério e tenso e sombrio (obrigado Nolan, seu babaca) e a aventura sem compromisso com a realidade, o jovem Bond seria um jeito de romper com isso, sem influenciar a franquia principal. Kingsman é ótimo e prova que há espaço sim para jovens espiões em treinamento.

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