Com códigos de honra e lealdade imutáveis aos seus lordes, os samurais representaram a classe dominante do Japão no século XII e perderam a força na segunda metade do século XIX, mas tornanam-se figuras emblemáticas que perpetuam na cultura oriental (e também ocidental) até os dias atuais.

Não há como negar: a variedade de títulos para games, filmes e mangás que foram criados com base em suas histórias é gigantesca e você muito provavelmente é fã de alguns deles. No texto de hoje, compilei os meus preferidos, olha só:

Samurai X – Mangá e Anime (1994-1999)

Não posso começar esse texto sem falar da história de Kenshin, o samurai ronin (guerreiro andarilho sem mestre) que viveu na Era Meiji e que se arrependeu das centenas de vidas que tirou.

Kenshin era um hitokiri, ou seja, uma espécie de assassino profissional que trabalhava para os grandes senhores feudais da época. Por sua habilidade ímpar no estilo Battôjutsu e sua técnica com a espada de lâmina invertida, o samurai ficou conhecido como Hitokiri Battousai  o assassino fodão O Retalhador.

O enredo de Samurai X se constrói com Kenshin criando relações de amizade e confrontos no dojo onde resolve viver sua nova vida. O samurai prometeu nunca mais matar, mas agora precisa proteger aqueles que são importantes para ele, entre eles Kaoru Kamiya, professora de kendo e crush de Kenshin. Que dilema, né?

Samurai X foi publicado no Brasil pela Editoria JBC em 2001 em 56 volumes. O anime também foi transmitido aqui com um total de 96 episódios.

Vagabond – Mangá (1998-relançando)

Vagabond é um mangá que conta a história do samurai mais famoso do Japão: Miyamoto Musashi, que viveu entre os séculos XV-XVI durante o regime dos xogunatos, os imperadores que comandavam exércitos. Musashi foi o precursor do estilo de luta Niten Ichi Ryu (basicamente, luta com duas espadas), além de ser o autor do livro de artes marciais Livro dos Cinco Anéis. Pela sua história de vida que oscilou entre a sanguinolência característica do período feudal até sua ascensão espiritual e domínio das artes da luta com espadas, o samurai é considerado herói nacional no Japão e possui diversas representações não só em Vagabond.

Nessa história também conhecemos o famoso Kojiro, arqui-inimigo de Musashi que também é especialista em um estilo com duas espadas, o Chujo-ryu. Seu golpe célebre era chamado Corte Andorinha por imitar o movimento do pássaro.

A publicação no Brasil ficou por conta da Editoria Conrad e contou com 44 volumes e uma edição de luxo com 14 volumes publicada entre 2005 e 2007. Atualmente, a Panini comprou os direitos do mangá e uma nova coleção está sendo publicada.

Você encontra Vagabond no site da Panini ou em outros e-commerces como o Submarino.

Kill Bill – Filme (2003-2004)

A história de vingança de Beatrix Kiddo, A Noiva, espadachim que sofreu uma emboscada no dia do seu casamento e entrou em coma profundo durante 4 anos, é um clássico de Tarantino indispensável aos cinéfilos de plantão.

Os filmes são repletos de referências não só aos samurais, mas também a outros elementos da cultura pop, como animes e wild west. Bem a cara do Tarantino!

Quem aí encara uma luta contra Beatrix?

The Bride vs. O’Ren. Vocês se lembram desse desfecho? :P

Shaman King – Mangá, Anime e Game (1998-2004)

Outro mangá que eu não posso deixar de citar com um enredo muito legal é Shaman King e porque eu sou fã pra caramba. Quem já viu ou leu deve se lembrar do protagonista Yoh Asakura, um xamã em treinamento que veio morar em Tóquio para aperfeiçoar suas habilidades em incorporar espíritos. A história dos personagens de Shaman King é muito profunda, principalmente porque muitos deles são almas penadas que lutam ao lado dos vivos para reacender os objetivos que não foram alcançados em vida. O parceiro na jornada de Yoh é o samurai Amidamaru, que viveu há 600 anos e foi conhecido como o Homem-Demônio por ter matado dezenas de homens de uma só vez.

Amidamaru se tornou samurai em meio à pobreza e sanguinolência dos períodos feudais ao lado de seu melhor amigo, Mosuke, um talentoso ferreiro que criou a lendária espada Harusame, que Amidamaru usou em vida. O samurai morreu em uma emboscada feita pelo seu antigo senhor feudal que tinha inveja de seu talento e almejava a Harusame.

No mangá, acompanhamos a evolução de Amidamaru para espírito natural, a amizade com Yoh Asakura e seu desapego ao passado. É tudo bem emocionante!

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Brave Fencer Musashi – Game (1998)

Brave Fencer Musashi foi um game do gênero RPG lançado para PS1 em 1998. No game, Musashi é summonado no reino de Allucaneet, uma realidade paralela onde existem os Binchos Fields, cristais de energia que trazem grande poder a quem os absorve. Resumidamente, Musashi precisa salvar o reino da gangue de vilões conhecida como Thirstquencher Empire.

A jogabilidade é simples e os gráficos são bem quadradões, mas isso não deixa o jogo menos incrível. Inclusive, eles fazem muitas referências à história real de Musashi, como a alusão aos “Cinco Anéis” – Musashi precisa colher cinco elementos da natureza para aumentar suas habilidades – e a famosa luta contra Kojiro na ilha de Ganryūjima (Ilha dos Dragões, no game). O mais legal de tudo é que Musashi é todo folgadão e fica tirando com a cara de todo mundo. hahaha

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Blade – A Lâmina do Imortal – Mangá (1993 – relançando)

Quer violência gratuita? Aqui você encontra aos montes, mas com uma história que prende sua atenção e é carregada de emoção – além dos traços do desenho que são lindos demais.

O protagonista é Manji, um samurai que se tornou imortal graças ao elixir Kessenchu, ou “chá de vermes”, que regenera o corpo de quem o bebe, protegendo-o da morte. Como todos os outros samurais ronin Ele sente o peso de suas mortes nas costas e, pior que isso, a amargura de não poder morrer. Manji então faz uma proposta à sacerdotisa Yaobikuni, que deu a ele o elixir, pedindo para se livrar da imortalidade após matar 1000 criminosos. E vocês não estão nem ligados nos tipos de inimigos que ele enfrenta. É um mais tenso que o outro. Sério.

O mangá foi publicado no Brasil em 2004, mas não chegou a ser concluído. Atualmente foi relançado pela JBC como uma coleção de luxo de 15 volumes, com lançamentos bimestrais. Eu já estou colecionando! :)

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Você encontra Blade em redes de livraria como a Saraiva e Fnac.

Mortal Kombat– Game (2002-atual)

Em Mortal Kombat, encontramos um personagem com muitas referências aos samurais: o espadachim Kenshi, que teve sua primeira aparição na história em Mortal Kombat Deadly Alliance de 2002 e ganhou mais notoriedade em Mortal Kombat 9.

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A história de Kenshi é a seguinte: o espadachim adorava uma batalha e combatia oponentes poderosos mundão afora. Certo dia, um homem chamado Song ofereceu à Kenshi uma espada diferentona e muito poderosa. A espada estava fincada no Poço das Almas e quando Kenshi a pegou, os espíritos dos antigos guerreiros presos à espada o cegaram. Então, Song se relevou ninguém menos que Shang Tsung que sempre fode todo mundo que provocou aquele teatrinho todo só para absorver as almas dos guerreiros. Moral da história: nunca tente aumentar seu poder de um jeito fácil porque vai ser uma bilada, cino!

Esquadrão Suicida – Filme (2016)

A personagem Katana, uma das integrantes do esquadrão suicida, possui uma história parecida com a de Beatriz Kiddo: a vingança pela família assassinada. Por que será que todos os samurais têm suas famílias assassinadas? A partir daí, Katana treinou artes marciais e começou a lutar contra a máfia japonesa com sua espada mística absorve as almas das vítimas, fazendo parte grupo dos Renegados do Batman.

Nos quadrinhos, Katana nunca fez parte do Esquadrão Suicida, o que faz dessa uma aparição inédita. Estão ansiosos pela estreia do filme? Nós compilamos algumas opiniões, clique aqui para ver.

Essa foi a minha lista com as minhas referências preferidas aos samurais. Claro que ainda temos outras como O Último Samurai, 47 Ronins, Samurai Jack e intermináveis jogos clássicos.

Tem mais algum pra sugerir? Comente com a gente. :)

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