100% Rotten Tomatoes! Melhor filme do ano! Filme mais criativo! e entre outras

São com essas frases que temos uma pré introdução ao filme Ritmo de Fuga (ou Baby driver – convenhamos que a tradução ta meio porca). Confesso que quando vi isso fiquei meio com um pé atrás achando que era só um marketing meio mal feito. Porém admito que mordi a língua.

No filme seguimos Baby, um jovem meio estranho que tem um costume curioso: em razão de um zumbido no ouvido (tinido) que o perturba desde um acidente na infância ele fica ouvindo musica no último volume, e, detalhe, com um ipod para cada humor ou sentimento que o personagem sente. Apesar de jovem, o protagonista é um verdadeiro demônio atrás do volante, trabalhando como piloto de fuga para pagar uma dívida que carrega desde criança com o Doc. Porém tudo começa a mudar quando ele conhece Deborah e resolve largar tudo e viver em paz.

Tudo no filme funciona e flui muito bem. O enredo e roteio (apesar de não serem brilhantes) se destacam pela criatividade, o elenco foi muito bem escolhido com atuações que funcionam de maneira fenomenal (temos um vilão doido que dá gosto de odiar, uma dupla atrapalhada, o casal sem noção, o maestro dos golpes que manda na porra toda e o grande anti-herói que faz o certo a sua maneira, sem falar na mocinha que bagunça o coreto), e, é claro a trilha sonora arrebatadora que vai muito além de uma simples música de fundo. Antes de mudar de assunto gostaria de dizer algumas palavras quanto a Ansel Elgort: não sei se o personagem foi feito para ele, ou se ele nasceu para fazer o personagem, mas tudo se encaixa perfeitamente; até os momentos de mudez são acertados.

Sobre a musica vale a pena fazer um paragrafo a parte. A trilha não funciona apenas, mas sim dá vida ao filme. Tudo gira entorno das melodias e das letras. Cada ação de Baby é regida e reflete aquilo que ele houve. Ao fim a trilha é muito mais que um personagem, é a essência do universo de Baby Driver. Para se ter uma ideia da potencia sonora do filme imagine uma mistura da capacidade de Tarantino de criar emoções e da habilidade de James Gunn em transformar a trilha em algo maior que um personagem (de arrepiar, não?).

Falando em Tarantino, o filme carrega outros elementos do polêmico diretor, como a violência explícita (só que mais leve do que um Kill Bill, por exemplo) e o visual das cenas. Mas o que mais chamou a atenção foram as letras (fontes) utilizadas nos escritos da abertura; notadamente inspiradas no bom e velho Quentin.

Para completar a obra temos manobras de deixar Jason Bourne e Frank Martin (sim, aquele mesmo de Carga Explosiva) de queixo caído. Logo na abertura já vemos que Baby é, como diria Kevin Spacey, um demônio atras do volante. E o mais impressionante é que não importa o carro: pode ser desde um Subaru tunado até um carrinho de vó. E como se não bastasse, Baby ainda possui uma memória excelente e uma inteligência fora do normal.

Vale a pena assistir ao filme? com toda certeza!

Surpresa do ano? sem dúvidas!

Se tem um filme que veio para agregar valor e mostrar que originalidade no cinema não morreu esse filme é Baby Driver.

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