Se você é um visitante recorrente, sabe que por aqui somos quase todos fãs de Star Wars. Eu acho que o mais maluco quando o assunto são Jedis e combates espaciais sou eu e como esse é o ano de Star Wars e eu já não estou conseguindo dormir totalmente tranquilo, daqui pra dezembro este blog vai falar muito sobre esse assunto. Estamos preparando conteúdo especial daqui até a estréia de O Despertar da Força. E hoje eu acho que seria legal a gente falar sobre os clichês inevitáveis em Star Wars, que são quase uma marca registrada da série, você sabe que eles vão acontecer e até meio que espera que aconteçam, afinal faz parte da magia (ou da Força). E mais importante, provavelmente serão repetidos por J.J. Abrams em O Despertar da Força. Bora lá:

Maniqueísmo refletido nas cores

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O Lado Negro contra a luz. A Aliança rebelde contra o Império. Jedi contra Sith. Star Wars é basicamente uma junção de batalhas diferentes representando o bem e o mal e ao contrário de Game of Thrones por exemplo, essa linha é MUITO bem definida literalmente em branco e preto. Literalmente.

É um conceito já bem clichê do cinema e Star Wars é um dos maiores exemplos. Pensando no império tudo tem cores escuras, Darth Vader e o Imperador estão sempre de preto, tudo é escuro e opressivo, ao passo que tudo que envolve os rebeldes tem tons claros, tudo com muito espaço e tal.

Deixando os Stormtroopers de lado, acho que isso pode ser até confirmado em O Despertar da Força. O que pudemos ver até agora dos personagens entrega bem que isso se mantém intacto. Finn e Han Solo utilizando jaquetas marrons, Rey com aquela roupa em tons claros, bem parecida com Luke Skywalker em Uma Nova Esperança. Por outro lado vemos Kylo Ren, General Hux e a Capitã Phasma em tons escuros, afinal não tem porque tornar o universo de Star Wars em uma Westeros intergalática.

Perda de membros

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Ou braços, para ser mais preciso. E ocorre com uma frequência um tanto alarmante para os personagens. O exemplo mais óbvio e clássico é o de Luke Skywalker perdendo a sua mão em O Império Contra-Ataca, mas existem vários exemplos. Luke devolve o favor a Vader em O Retorno de Jedi, arranca fora o braço de um Wampa sem muita cerimônia e nem os andróides escapam, já que o C-3PO foi desmontado.

Na trilogia nova, só em a Vingança dos Sith, temos Conde Dooku, General Grievous, Mace Windu e Anakin Skywalker que perdeu logo 3 membros de uma vez.

Eu aposto que J.J. Abrams vai continuar a tradição e espero pelo menos uma amputação, só resta saber de quem. Nas poucas fotos de Merchandising que saíram/vazaram, C-3PO está com um braço vermelho, o que pode entregar quem vai perder uma parte do corpo dessa vez. De novo.

Truques mentais dos Jedi

These aren't the droids

Segundo Obi-Wan Kenobi, “A Força tem uma influência muito forte nos seres de mente fraca”. Pelo menos foi o que ele disse a Luke após iludir três Stormtroopers, convencendo-os de que aqueles “Não eram os droides que o império estava procurando”.

Para a audiência no entanto, é uma prova do poder real de um Jedi e um truque recorrente em ambas as trilogias, inclusive utilizado pelo próprio Luke, em O Retorno de Jedi.

É um truque poderoso e uma amostra do que é a Força, com certeza Abrams vai utilizar, nem que for uma referência para os fãs da antiga.

Transições de cena

Isso já não era novidade quando Uma Nova Esperança estreou em 1977. George Lucas sempre citou Akira Kurosawa como sua principal influência ao usar essa técnica, mas hoje em dia elas são mais associadas a Star Wars mesmo.

A troca de cenas acontece como se a cena fosse simplesmente deslizando de um lado a outro da tela, sobre a cena anterior. Lucas utilizou o recurso para invocar aquele sentimento de filme velho, aventuras pulp meio anos 30, que ele queria emular nos seus filmes. Não só conseguiu, como faz a gente pensar diretamente em Star Wars.

É um palpite seguro assumir que Abrams vai trazer seus próprios truques (ou seja, lá vem efeito Lens Flare), mas também sabemos que ele gosta de fazer homenagens e referências a outros editores, então eu acho que as transições (pelo menos algumas) estão seguras, para invocar aquele sentimento de que estamos vendo um autêntico Star Wars.

Stormtroopers ruins de pontaria

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As tropas leais do Império, soldados altamente treinados, em números praticamente infinitos, com uma pontaria invejável, trabalhando incansáveis contra os Rebeldes, certo? Nem um pouco. Os caras não acertam uma porra de um tiro a trilogia clássica INTEIRA.

Se você pensar em termos de riqueza, o Império Galático, que construiu duas Estrelas da Morte, tem um milhão de veículos e naves, poderia ter investido mais no treinamento das tropas. Os Stormtroopers são a primeira (e geralmente a segunda e a terceira) linha de defesa do Império. De onde eles vêem, existem milhões e ainda sim são só bucha de canhão mesmo, por que não acertam NADA.

Os Stormtroopers estarão de volta em O Despertar da Força. Rolou um belo redesign e agora as tropas servem à Primeira Ordem, mas eu acho que mudam os tempos, o patrão, mas a mira vai continuar a mesma. Pra falar a verdade, acho que seria estranho vê-los acertando o alvo. Ia parecer tão errado quanto o cara de camisa vermelha sobreviver em Star Trek.

 

O Texto introdutório subindo

Agora que Star Wars pertence à Disney, aquela fanfarra e o logo da 20th Century Fox já eram. Ouvir aqueles tambores já era um sinal de identificação quase imediato de Star Wars. Eu escuto aquela porra e já fico arrepiado antes mesmo da música tema de Star Wars.

Então provavelmente, você vai ver aquela clássica frase em azul: “Há muito tempo, em uma galáxia muito distante”, o logo se afastando da tela em direção ao espaço e o textão subindo em seguida vão ser o momento em que você vai parar e olhar pra tela e finalmente a ficha vai cair de que você está de novo no cinema, assistindo a Star Wars. Isso também é praticamente uma instituição do filme.

Essa introdução serve para contextualizar o filme, já dando um resumo do que rolou até ali e prepara a gente para o que vai vir na sequência. Você automaticamente sabe que é hora de mergulhar na história e que dali pra frente, vai ser só alegria e eu acho bem necessário que isso seja mantido em O Despertar da Força.

Já vão fazer 30 anos desde os eventos de O Retorno de Jedi. O filme que marcou a queda do Imério, mas que trouxe a Primeira Ordem em seu lugar, ao passo que a Aliança Rebelde foi substituída pela Resistência. Tem os novos heróis, mas o que a gente quer mesmo ver são os antigos.

Livros e HQs vão pavimentar o caminho até lá, mas aposto que a maioria da audiência não vai lê-los. O filme tem alguma coisa pra explicar e não tem hora melhor que essa.

“Eu tenho um mau pressentimento sobre isso”

Star Wars escreveu na história do cinema algumas várias frases bem marcantes que são referenciadas, homenageadas e reutilizadas toda hora em Star Wars ou em outros filmes. “Eu sou seu pai”, “Que a Força esteja com você”, “Faça ou não faça, tentativa não há”, entre várias outras.

Outra que tem sido usada sempre e acabou virando aquela piadinha no meio do filme é “Eu tenho um mau pressentimento sobre isso”. O dono original foi Luke Skywalker, em Uma Nova Esperança. Desde então vários personagens tiveram um “mau pressentimento” sobre alguma coisa. Além do mais, tem vários potenciais “usuários” para a famosa frase.

Eu tenho um bom pressentimento sobre isso. Acho que J.J. vai usar a frase em algum momento, como várias outras.

O companheiro robô

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R2-D2 ganhou os nossos corações e é seguramente um dos personagens mais amados da franquia. Junto com C-3PO são os únicos personagens a estarem presentes em todos os filmes, conectando a história toda. Mas não é só por eles serem mais dois rostinhos bonitos. É mais sobre o quanto de personalidade os dois tem, além do contraste que um faz ao outro.

R2 está no filme, mas também temos um competidor à altura, pronto pra arrebatar uma legião de fãs. BB-8 o “dróide bolinha” que aparecem em lata, circuitos e software no palco da SW Celebration, parece que vai ter um papel similar ao de R2-D2 na trilogia original, acompanhando Poe Dameron no seu X-Wing mas também se juntando aos outros heróis.

Desde o primeiro teaser deu pra perceber onde a Disney está tentando chegar com esse personagem (vão vender até roda de carro com ele se deixar). É óbvio que ele não vai nunca substituir R2-D2, não precisa e eu particularmente acho que não consegue. Mas que a armadilha pra ganhar os fãs ta pronta, isso tá e quando você menos perceber, você vai precisar DESESPERADAMENTE de qualquer coisa que tenha esse dróide bolinha gente fina (já quero um, agora).

Mestre e Aprendiz

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Qui-Gon Jinn ensinou Obi-Wan Kenobi, treinando-o para ser um Jedi. depois tivemos Obi-Wan treinando Anakin (mandou bem viu? #sqn) e mais tarde Luke. Parafraseando Darth Vader: “O pupilo se torna o mestre”. Isso é o que George Lucas entende por poesia. Particularmente nos episódios I e IV, eles fazem um tipo de rima entre si.

Em O Despertar da Força teremos um Luke Skywalker 30 anos mais velho do que da última vez que o vimos e é esperado que ele tenha um papel similar a Obi-Wan em Uma Nova Esperança, já que ele deixou até a barba. Além do mais, ele é um cavaleiro Jedi, o único que sobrou, então provavelmente lhe caberá o papel de mestre.

Se isso é quase uma certeza, por outro lado sobra muita dúvida em quem seriam os aprendizes. Os suspeitos mais prováveis são Finn e Rey. Aí teremos o seguinte cenário. Luke é o mestre, com um novo (ou novos) aprendiz(es), o que pode abrir a possibilidade para a morte de Luke, no episódio IX ou até mesmo nesse. Talvez J.J. Abrams também tenha um lado poeta e quer adicionar uma nova estrofe, vai saber.

Uma batalha final grandiosa

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Como o final de um jogo de videogame, Star Wars sempre tem uma mega batalha no fim do filme, onde o herói finalmente encara o vilão (e para a nossa alegria) geralmente com direito a duelo de Sabres-de-luz ao mesmo tempo em que rola uma PUTA batalha de naves e tropas.

Tá certo que a coisa começou devagar, com aquele duelo Vader vs Obi-Wan, que tem mais cara de briga no asilo do que qualquer outra coisa, mas enfim. Aí temos a batalha entre pai e filho em O Império Contra-Ataca e a revanche em O Retorno de Jedi. Depois a parada fica meio alucinada demais na trilogia nova, com mais ação e tal, até meio frenética em alguns momentos.

 

Como eu disse antes, o clímax do filme não vem só no duelo. Ao mesmo tempo, sempre tem uma outra sequência de batalha, seja a fuga de Bespin em O Império Contra-Ataca, ou a Batalha de Endor, n’O Retorno de Jedi.

A missão de J.J. Abrams aqui vai ser foda, mas do pouco que a gente sabe, parece estar num caminho legal. Kylo Ren certamente vai lutar com o seu controverso sabre-de-luz, resta saber contra quem, mas eu estou BEM animado. Se for contra Luke seria BEM foda. Aí você adiciona aquelas cenas da Millenium Falcon contra os TIE Fighters e várias possibilidades com tanto vilão no filme só, como o General Hux e o Líder Supremo Snoke e tá aí um monte de ingredientes para uma batalha fodástica.

 

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Designer, publicitário, nerd desde sempre, guitarrista frustrado e ficando cada dia mais careca. Fã de quadrinhos, tecnologia, pizza, Rock e chegado em jogar videogame quando não tem nada melhor pra fazer. Alguns diriam que eu sou um hipster daqueles, mas não uso óculos (ainda).

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